O filme já arrecadou U$178 milhões pelo mundo
José
Navarro de Andrade
O filme ‘Noé’ estreou na última
quinta-feira (3) no Brasil. Desde a estreia nos EUA, em março (27), a história
vem causando controvérsias relacionadas principalmente à adaptação do texto
bíblico. O filme já foi proibido em
alguns países do Oriente, como Malásia e Indonésia, mas já arrecadou U$178
milhões. O longa é dirigido por Darren Aronofsky (Cisne Negro) e estrelado por
Russel Crowe (Gladiador).
Na história, Noé (Russel Crowe)
vive em uma terra em guerra com a esposa Noéma (Jennifer Connelly) e os filhos
Sem (Douglas Booth), Cam (Logan Lerman) e Jafé (Leo McHugh Carroll). Um dia,
Noé recebe uma mensagem de Deus para encontrar o ancião Matusalém (Anthony
Hopkins) e, por meio de visões, descobre que deve construir uma imensa arca, a
qual abrigará os animais durante um dilúvio que acabará com a vida na Terra.
No Ocidente as polêmicas vêm sendo geradas
a partir do fato do longa não ser totalmente fiel ao texto bíblico, o que teria
gerado em fevereiro deste ano, problemas entre a NRB (National Religious
Broadcasters), uma associação não partidária de rádio fusão e comunicadores
cristãos e a Paramount. A associação religiosa supostamente não teria gostado
do corte final do filme, o que logo foi desmentido pelo estúdio.
Ao Jornal Facha, o crítico de cinema e
editor-chefe do site Plano Sequência, Felipe Fonseca afirma: “Sobre a polêmica,
sempre que se trata de religião, isso virá junto.” e completa: “ ‘Os Dez
Mandamentos’, de 1956, também levantou críticas pelas diferenças com relação ao
texto bíblico. Mas isso é algo muito pequeno e pontual dentro do panorama
maior. Se o filme é bom, é isso que ficará para a história”.
No Brasil, a reação ao filme não foi muito
diferente dos países de predominância católica, cujas opiniões são diversas.
Sobre o sucesso de bilheteria, a catequista da Paróquia Santo Afonso, Letícia
Brasiliense, comenta que: “Estamos em uma época em que procura de Deus tem sido
grande. Várias religiões estão surgindo. Acho bem interessante essa procura de
Deus pela humanidade.”.
No Oriente o caso mais recente foi o da
Malásia e Indonésia, que proibiram o filme pela representação visual do
profeta. Os órgãos de censura de ambos os países afirmam que as representações
de qualquer profeta são evitadas no Islã para evitar o culto de uma pessoa ao
invés de Deus. Tanto a Malásia quanto a Indonésia são países multirraciais e
multirreligiosos, o que poderia gerar problemas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário